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|anime-se| Meninas Super Poderosas made in Japan

Tempos atrás, meu primo Matheus, de 10 anos, – que possui TV por assinatura em sua casa -, comentou comigo sobre a versão das Meninas Super Poderosas “igual a desenho japonês” – nas palavras dele. Quando ele me disse isso, pensei logo que seria uma decepção, uma versão mal feita em animê de um dos desenhos que eu mais gosto. Então, nem procurei assistir.
Por volta de… um ano depois (por aí), mais precisamente em uma manhã da semana passada, cá estava eu sentada na poltrona da minha sala, bebendo leite com achocolatado, e com o controle remoto na mão zapeando os canais abertos. De repente, me deparo na SBT com um desenho super colorido, com um áudio envolvente e personagens bem desenhadinhos. Arregalei os olhos na hora. Com mais uns 3 minutos, fui levada pelas personagens Docinho, Florzinha e Lindinha para uma história engraçadíssima, cheia de cenas típicas de desenhos japoneses, como as expressões exageradas dos personagens. Assim que o episódio terminou, corri para o computador e pesquisei (atrasadíssima, eu sei…) sobre o anime Powerpuff Girls Z.

O animê, do gênero “mahô shoujo” (algo como “garotas mágicas”, em português), realmente foi desenvolvido no Japão pelo estúdio Toei Animation em parceria com a Cartoon Network, Aniplex e TV Tokyo. Foi produzido por Yoshiya Ayugai, Mark Buhaj, Hiromi Seki e Hideo Katsumata; dirigido por Hiroyuki Kakudō; e desenhado por Miho Shimogasa (que dirigiu Sailor Moon SuperS). Como a produção ocorreu no Japão, Craig McCracken, o criador original, não esteve envolvido diretamente nesse projeto. “Demashita! Powerpuff Girls Z” – título original – foi exibido em 2006 na TV Tokyo, com 52 episódios de 30 minutos, e na Cartoon Network Japão. Um mangá em dois volumes também foi publicado pela revista Ribon (editora Shueisha), e desenhado por Shiho Komiyuno.

O Brasil foi a primeiro país a exibir a séria no ocidente, tendo sido dublada pela Cinevideo, com direção de Jorge Vasconcellos (dublador do personagem Macaco Loco). É exibida na TV aberta pelo SBT, no programa matinal Sábado Animado (ou, quando Silvio Santos quer, no programa Bom Dia & Cia), e estreou em 2008 no canal por assinatura Cartoon Network, com o título de “As Meninas Superpoderosas: Geração Z”. Rendeu vários produtos como jogos, materiais escolar e brindes do MC Donalds (- em que planeta eu estava?).

A série é um pouco (eu disse “um pouco”) parecida com a original. O “Z” do título vem do “Elemento Z”, que surgiu quando o Professor Utonium, e seu filho, Ken Kitazawa, faziam experimentos no laboratório com o Elemento X. Até que o Cão-Robô Peach deixa cair um bolinho de arroz dentro do recipiente do Elemento X, fazendo com que a substância reaja com o bolinho, gerando outra nova, batizada de Elemento Z. Logo após esse incidente, o prefeito avisa a Ken sobre a chegada de um enorme iceberg. Desesperado, Ken usa o Elemento Z para destruir o iceberg, fazendo com que raios pretos surgissem do elemento e atingissem outras pessoas e animais, transformando-os em monstros, e raios brancos, atingindo três garotas: Momoko Akatsutsumi, Miyako Gōtokuji e Kaoru Matsubara, – ou Florzinha, Lindinha e Docinho -, dando super poderes as personagens. A partir daí já dá para imaginar o que acontece no anime, com as “Meninas Super Poderosas” salvando a cidade de vilões e monstros terríveis, assim como as heroínas made in Japan.

Para assistir a abertura brasileira, clique aqui.
Para assistir a abertura original japonesa, clique aqui.

Por Juliana Cortês

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